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A língua portuguesa a gente aprende ouvindo, lendo, escrevendo, contando, cantando e se divertindo, por que não?! Nesta edição especial, a CHC apresenta uma seleção especial de algumas das mais divertidas histórias tradicionais brasileiras, que foram inventadas há muuuito tempo e passadas de boca em boca, de ouvido em ouvido, de geração em geração, até chegar a você! Então aproveitem para conhecer alguns personagens do folclore de várias regiões do nosso país!


O aniversário de Pedro Malasartes

Ilustração Marco Carillo

Pedro Malasartes é uma figura que não perde a mania de pregar peças nas pessoas. Da última vez, a vítima foi seu primo rico. A história aconteceu, mais ou menos, assim…

Malasartes estava fazendo aniversário e não tinha nada em casa para oferecer aos convidados. Resolveu ir à casa de seu primo sondar se ele poderia contribuir com algo para a festa, mesmo achando que receberia um sonoro ‘não’ como resposta. Afinal, embora rico, o tal primo era muito pão-duro.

– Ô, de casa! – gritou Malasartes, batendo palmas na frente do portão.

O primo veio de lá já bem desconfiado, porque o que um tinha de pão-duro o outro tinha de enrolão! De qualquer forma, foi bastante educado. Sabia que era dia do aniversário de Malasartes. Mandou que ele entrasse e começou a lhe oferecer o que tinha na despensa: toucinho, broa de milhos, curau, pipoca… Mas Malasartes disse não a tudo, queria apenas um cafezinho.

Conversa ia, conversa vinha, o primo de novo oferecia a Malasartes alguma coisa gostosa, típica da fazenda:

– ‘Ó’, primo, eu não tenho muito, mas tenho aqui essa peça de carne que dá para fazer um bom churrasco. Tenho também refrigerantes. Malasartes olhava para a comida, fazia uma cara bem esnobe e dizia que se contentava com o cafezinho que estava tomando.

O primo já estava até achando que não havia nada demais com a visita inesperada, talvez Malasartes não fosse mais enrolão como antes. E os dois se divertiram, lembrando fatos da infância, de como brincavam e como adoravam as festas de São João na roça.

Malasartes recordou uma festa que ele tinha feito na casa do primo, aquela mesma casa na qual ele ainda morava:

– Lembra, primo? A gente puxou aquela mesa para o canto da parede, assim… E, entusiasmados, empurraram a mesa da sala para o canto, deixando espaço para um bom baile. O primo aproveitou e pegou sanfona empoeirada que estava pendurada na parede. Começou a tocar. Os dois dançavam, cantavam e riam alto quando foram interrompidos por um burburinho na frente da casa. O povo gritava lá fora no portão:

– Malasartes! Ô,Malasartes!

O primo foi até a porta, arregalou os olhos e disse:

– Que tanta gente é essa aí, Malasartes?

E ele respondeu:

– São meus convidados, primo! Como é o meu aniversário e não tinha nada na despensa, chamei o pessoal para comemorar aqui.

O primo de Malasartes ficou apavorado, porque era muito pão-duro e não queria gastar com ninguém. Revoltado, falou:

– Mas eu não tenho nada para oferecer aos seus amigos.

E Malasartes retrucou:

– Tem sim! Sabe aquele toucinho, broa de milho, curau, pipoca, peça de carne e refrigerante? Dá bem para nós, ‘ué’!

Imaginou a cara do primo? Pois foi assim que Malasartes teve a sua festança.

 

Pedro Malasartes é um personagem da cultura popular cujas histórias são contatadas por muitos autores há séculos. Em todas, ele é um moleque muito levado e esperto, que sempre prega peças nas pessoas. Este conto foi livremente adaptado pela CHC.

 Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/causos/1669248


O valor da amizade

Ilustração Marcelo Badari

Pinto Pelado é um pintinho pequeno e arisco. Certo dia, ciscando tranquilo no seu terreiro, achou um papel perdido. Pinto Pelado resolveu entregar o papel ao dono da fazenda, que morava na cidade. E lá foi ele, escorregando em sua caixinha de ovos, apelidada de oveiro.

No caminho, Pinto Pelado encontrou uma raposa, que perguntou aonde ele ia. O pintinho explicou qual era a missão, e a raposa resolveu ir com ele a bordo do oveiro. Mais adiante, encontrou um grande galho com espinhos, que também foi na expedição. Andou mais um pouco e encontrou um córrego d’água, que acompanhou a caravana – ia por baixo da caixinha guiando todo mundo até a cidade, chuááá!

Chegando à cidade, Pinto Pelado entregou o papel ao dono da fazenda, que ficou bravo e não quis receber. Pior: arremessou o pintinho em um enorme galinheiro cheio de galos e galinhas adultas. Foi aí que a raposa entrou em ação: colocou todas as penosas para correr e libertou o pintinho. Enquanto fugiam, o córrego ajudou, transformou-se em um grande rio e foi inundando tudo. Mas os valentões que trabalhavam para o fazendeiro arrumaram barcos e canoas e continuaram perseguindo o pintinho. Quando estavam a ponto de alcançá-lo, o galho com espinhos partiu para cima de todos, virando uma grande mata espinhosa. E o pintinho? Conseguiu fugir tranquilo para a mata. Nunca mais ninguém o incomodou. Afinal de contas, andava muito bem acompanhado.

 

Este conto, que fala sobre o valor da amizade, foi livremente adaptado pela CHC, do livro Contos Populares do Brasil, de Silvio Romero (domínio público).


Madrasta malvada

Ilustração Mariana Massarani

Seu José ficou viúvo. Teve que cuidar sozinho de duas filhas pequenas e muito levadas. Mas ficou sozinho por pouco tempo. Logo conheceu uma moça com quem se casou. A mulher era muito má para as meninas. Mandava as duas fazerem todo o serviço da casa: lavar, passar, varrer o quintal e até cozinhar. Perto de casa havia uma figueira carregadinha de figos. A madrasta também obrigava as enteadas a espantarem os passarinhos para não comerem os frutos. E as meninas iam cantando:

“Xô, xô, passarinho,
Não toques teu biquinho,
Vai-te embora pro teu ninho”

Elas nunca conseguiam descansar porque, se algum figo fosse picado, a madrasta brigava muito e as castigava. Certo dia, Seu José precisou viajar, e a malvada pensou que era a oportunidade certa para se livrar das duas garotinhas. O que ela fez? Enterrou as duas vivas no quintal! Um horror!

Quando Seu José voltou, a mulher disse que as meninas tinham fugido e desaparecido. Mas o pai achou muito estranha aquela história e resolveu procurar pelas filhas. Ele viu um capim meio estranho no quintal, parecendo cabelo, e chegou perto para olhar. De repente, ouviu vozes cantando assim:

“Meu pai, não nos cortes os cabelos.
Minha madrasta me enterrou,
Pelo figo da figueira,
Que o passarinho picou”

O pai começou a cavar e encontrou as duas meninas vivas. Dizem que foi um milagre. Quando os três chegaram em casa, a madrasta tinha ido embora.

 

Este conto do folclore brasileiro foi livremente adaptado pela CHC, do livro Contos Populares do Brasil, de Silvio Romero (domínio público).

Depressa! Dê uma minhoca para cada passarinho deixar de bicar os frutos da figueira!


A princesa da água

Ilustração Marcello Araújo

Ela era filha de um casal encantado, o rei do céu e a rainha da terra. Ficou conhecida como a princesa das águas, porque tinha poderes sobre rios, riachos, cachoeiras… Era linda, e sua beleza atraía muitos interessados em casar-se com ela. Mas foi o filho do Sol que conquistou seu coração. O casamento foi muito bonito e alegre, foram sete dias e sete noites de festividades.

Quando a festa acabou, os noivos partiram para a casa do Sol. Chegando lá, a princesa das águas disse ao marido que pretendia passar com ele o ano inteiro, exceto três meses que havia de passar com sua mãe. Assim, todos os anos, a princesa das águas passava uma temporada com sua mãe debaixo do mar, num rico palácio de ouro e de brilhantes. O tempo correu, e a princesa teve um filho. O principezinho ficava com o pai, quando a moça ia visitar sua mãe.

Certo ano, porém, a princesa foi para a sua temporada com a mãe, como sempre, mas não a encontrou no palácio. A princesa perguntou sobre sua mãe aos peixes dos rios, às areias do mar, às conchas das praias, mas ninguém lhe respondia. Muito mais do que meses e anos se passaram nessa busca sem sucesso. Cansada e muito triste, ela retornou ao reino do Sol.

Chegando lá, uma surpresa: o rei Sol havia se casado com outra, e seu filho, já crescido, estava muito maltratado e triste. A princesa das águas, com muita raiva, pegou seu filho e se mudou para o fundo do mar. Deu ordem para que a maré subisse, e tudo ficou coberto pelas águas. No fundo do mar, a princesa e seu filho ficaram para sempre. Quem se atreve a olhar fixo para a água do mar vê a princesa, é encantado, cai na água e some para sempre.

 

Este conto do folclore brasileiro foi livremente adaptado pela CHC, do livro Contos Populares do Brasil, de Silvio Romero (domínio público).

 


Mentira tem perna curta

Ilustração Mariana Massarani

Otília era muito dengosa, gostava muito que a paparicassem e fingia que não comia nada. Para todos, ela praticamente passava fome. Mas Otília se casou. Seu marido, que viajava muito, ficava preocupado com a mulher, que dizia não comer nada. O homem estava cismado, porque, mesmo sem comer, não estava magra, não parecia passar fome. Certa vez, em vez de viajar, ele resolveu se esconder e observar a mulher na sua ausência.

Quando se viu sozinha, Otília foi logo fazer uma tapioca bem grossa, recheada com queijo. Comeu a delícia toda, não deixou nem farelo. Depois, lanchou beijus quentinhos e fininhos com manteiga. Mais tarde, traçou com vontade um bom ensopado de carne. Antes de dormir, ainda cozinhou macaxeiras e as comeu quentinhas e sequinhas. Otília se preparou para dormir, mas não conseguiu pegar no sono. Lá fora, chovia muito, e ela estava assustada com os trovões. De repente, ouviu um barulho na porta: tum-tum-tum! Era o marido, que fingiu desistir da viagem por causa da chuvarada. Mas a mulher estranhou:

– Oh, marido! Com esta chuva tão grossa, você veio tão enxuto!?

E ele respondeu:

– Se a chuva fosse tão grossa como a tapioca que você almoçou, eu viria tão ensopado como a carne que você jantou, mas, como ela foi fina como os beijus que você lanchou, eu voltei tão enxuto e quentinho quanto a macaxeira que você comeu.

A mulher ficou muito envergonhada e nunca mais fingiu passar fome.

 

Este conto que fala sobre o valor da verdade foi livremente adaptado pela CHC, do livro Contos Populares do Brasil, de Silvio Romero (domínio público).


Casco em pedaços

Ilustração Walter Vasconcelos

Festas no céu acontecem de vez em quando, você deve saber. Sapos, cegonhas e outros bichos já foram e se divertiram muito. Da última vez, parece que foram três dias de festança. Todos os bichos estavam lá. O cágado, que anda muito devagar, é que não tinha aparecido. Quando alguns já vinham de volta, perceberam que ele ainda estava a caminho. Vendo seu esforço, a garça se ofereceu para levá-lo nas costas. O cágado aceitou eufórico! Montou na garça rumo ao céu, voando muito alto!

Em pleno voo, a garça perguntou se o cágado ainda via a terra firme da altura de onde eles estavam. O cágado disse que não, não via nada mais. Pois não foi que a malvada da garça largou o pobre do cágado no ar? Ele veio caindo e dizendo:

“Léu, léu, léu,

Se eu desta escapar,

nunca mais vou à festa no céu.”

E foi aí que gritou bem alto: “Afastem-se pedras e paus!”. As pedras e paus se afastaram, e o cágado caiu. Ele escapou vivo, mas seu casco se quebrou em muitos pedaços. Dizem que é por isso que o cágado tem o casco em forma de remendos.

 

Esta lenda do folclore brasileiro foi livremente adaptada pela CHC, do livro Contos Populares do Brasil, de Silvio Romero (domínio público).


Maria Pamonha

Ilustração Marcello Araújo

Pamonha é uma comida feita de milho. É bem molinha e esfarela fácil. Pois o apelido de Maria era Maria Pamonha. Caçoavam da menina porque ela era muito tímida e frágil. Ninguém sabe ao certo de onde Maria veio, ela simplesmente apareceu na porta da casa da fazenda, toda suja e com muita fome. Recebeu roupas limpas, comida, e passou a morar na casa. Quando perguntavam seu nome, ela dizia: “Maria”, muito baixinho, com um fiozinho de voz. As outras crianças da fazenda, então, gritavam: “Maria Pamonha! Maria Pamonha!”, e isso fazia a menina chorar à beça.

A menina cresceu e se tornou empregada na casa. O dono da fazenda tinha um filho, que sempre desprezava a moça, mas por quem ela era apaixonada. Um belo dia, o rapaz foi chamado para ir ao baile da cidade. Maria também teve vontade de ir, mas o jovem fez pouco caso da menina: “Quem você pensa que é para ir ao baile comigo? Se chegar perto de mim, ganha uma sapatada!”.

Quando o filho do patrão saiu para o baile, Maria Pamonha correu até o poço. Tomou um banho e se perfumou com capim-cheiroso e alfazema. Voltou para casa, pôs um lindo vestido da filha da patroa, prendeu os cabelos e foi para o baile. Quando a jovem entrou, todos ficaram deslumbrados com a beleza da desconhecida, até o filho do dono da fazenda, que logo quis saber de onde ela era. Maria Pamonha respondeu: “Sou da cidade da sapatada”. O rapaz não entendeu nada, mas já estava apaixonado e presenteou a moça com um anel.

O baile terminou, e o rapaz nunca mais viu a bela jovem. Inconformado, adoeceu de tanto amor. Todos na fazenda estavam muito preocupados. Maria, vendo a aflição da mãe do rapaz, se ofereceu para fazer um mingau e levar para ele. Dentro do mingau, Maria Pamonha colocou o anel que ganhara no baile. O rapaz comeu o mingau, que estava delicioso, e encontrou o anel. Admirado, ele perguntou quem fez o mingau. Maria Pamonha apareceu toda arrumada e o rapaz reconheceu a bela dama. “Ora, ora, quem diria? As aparências enganam!”, pensou ele, muito arrependido. Dizem que Maria, que nada tinha de pamonha, ainda não decidiu se perdoa ou não o rapaz.

 

Esta lenda do folclore brasileiro foi livremente adaptada pela CHC, do site http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001614.pdf.


Por que os cachorros não gostam dos gatos e os gatos não gostam dos ratos?

Ilustração Marcelo Badari

No início dos tempos, todos os animais eram amigos. Eram liderados pelo leão, o rei da selva, a quem deviam obediência. Mas o leão resolveu libertar todos os animais. Cada um responderia por si! Para isso, chamou os bichos mais ligeiros para dar a notícia para os outros. O gato, por exemplo, ficou responsável por levar uma carta ao cachorro. Enquanto corria alegre para cumprir sua missão, deu de cara com um rato, que estava saboreando um pouco de mel. O rato perguntou:

– Gato, aonde vai com tanta pressa?

O gato explicou tudo, mas o rato convidou o felino para lamber um pouco de mel. O mel parecia delicioso, e o gato não resistiu. Bebeu tanto mel, que a barriga pesou, e ele adormeceu. O rato, muito curioso, foi ver que papel era aquele que o gato carregava e roeu toda a carta. Quando viu a besteira que fez, juntou o papel picadinho e colocou de volta no malote do gato.

O gato acordou e recomeçou sua viagem. Ao encontrar o cachorro, entregou a carta toda roída, na qual não era possível ler nada. O cachorro, raivoso, deu uma carreira no gato. O gato, por sua vez, até hoje corre atrás do rato para tirar satisfações. E aí está o porquê do desentendimento entre cachorros e gatos e gatos e ratos.

 

Esta lenda do folclore brasileiro foi livremente adaptada pela CHC, do site https://web.archive.org/web/20160731213022/http://jangadabrasil.com.br/agosto36/im36080c.htm


A porca e os sete leitõezinhos

Ilustração Walter Vasconcelos

Essa história se passou no tempo da escravidão. Dizem que havia, naquela época, uma baronesa muito rica e muito má. Ela tinha sete filhos, que eram muito mimados e tão maus quanto a mãe.

Eis que foi decretada, no Brasil, a libertação das pessoas escravizadas. A baronesa, que mantinha a sua fazenda com trabalho escravo, se recusou a libertar aqueles que lhe serviam ou a contratá-los, pagando-lhes um salário. Indignados, aqueles homens e mulheres, que viviam explorados e sofriam maus tratos, foram falar com um feiticeiro, que lançou um feitiço na baronesa e em seus sete filhos:

“Baronesa má,
Que escravos tem
E não dá vintém.
Uma porca vai virar,
Com sete leitões a vagar!”

Dito e feito! A baronesa foi transformada em porca e seus sete filhos em leitõezinhos rosados. Dizem que, em noites de lua cheia, eles aparecem fuçando a terra. Procuram um anel da baronesa, a única coisa capaz de quebrar o feitiço. Dizem também que, talvez por isso, os porcos fucem sem parar a lama e a terra.

 

Esta lenda do folclore brasileiro foi livremente adaptada pela CHC, do site https://www.recantodasletras.com.br/poesias-regionais/4821780

 


Alamoa

Ilustração Mariana Massarani

“Olhei para a cara,
Não tinha nariz.
Eram dois buracos
De um chafariz.”

Quem consegue se livrar da Alamoa tem sorte na vida. Ela aparece como uma moça muito linda, com cabelos longos e dourados, que balançam ao vento. Nas praias, à meia-noite, ela vaga pela areia, iluminada pela tempestade. É uma forma com várias cores, com muita luz. Seus pés flutuam no ar, e seus olhos são muito brilhantes. Ninguém resiste a tamanha beleza!

Quem cai nos encantos da Alamoa pode não voltar. Ela leva suas vítimas para a Pedra do Pico, que fica na ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco. E, se alguém sobe a montanha atrás da Alamoa, ela se transforma em um monstro sem olhos e nem nariz. Uma fenda da pedra se fecha, e a pessoa nunca mais consegue sair.

 

Esta lenda de arrepiar do folclore brasileiro foi livremente adaptada pela CHC, do site http://www.jangadabrasil.com.br/revista-galeria-ca76003f-asp/


A pisadeira

Ilustração Mariana Massarani

Tome cuidado se você for dormir com a barriga muito cheia, a pisadeira pode atacar. Trata-se de um ser estranho, esquelético, com olhos de fogo, nariz fininho e curvado, como o do gavião. Tem também dedos cumpridos e unhas grandes, muito sujas, além de pernas curtas, cabeleira desgrenhada e um pé enorme. Uma coisa horrorosa!

Dizem que ela pisa e pisa e pisa em cima da barriga de quem está dormindo, de barriga para cima, depois do jantar. Será um pesadelo? Vai saber!

A pisadeira vem pelo telhado, desce pelas paredes e pisa forte na pessoa, enquanto solta uma gargalhada estridente. Quem sofre o ataque da pisadeira sente as pisadas sem poder fazer nada. Quando acorda, a barriga está toda dolorida e leva dias para se recuperar. Por via das dúvidas, melhor evitar dormir de barriga cheia!

 

Esta lenda de arrepiar do folclore brasileiro foi livremente adaptada pela CHC, do site http://www.jangadabrasil.com.br/revista-galeria-index-asp/


Especial

Língua Portuguesa

Volume 3

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