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Quando crescer, vou ser… artista plástico/a!

Um quadro exposto em uma galeria de arte, uma peça esculpida em madeira em uma loja de decoração, um vaso de flores pintado à mão em uma loja de antiguidades. Sabe o que todos esses objetos têm em comum? Eles são feitos por artistas plásticos!

Mas como uma pessoa se torna artista plástico/a? Se você pensa que só é artista quem nasce com um talento divino, está muito enganado. Inspiração e criatividade são muito importantes, claro! Mas essa atividade também exige muito empenho e organização. Por trás de cada obra de arte, está alguém que prestou atenção em cada detalhe. Tudo para agradar e emocionar o público.

Quem nos conta mais sobre esse mundo é a artista plástica Andreia Andrade. Ela explica que qualquer um pode fazer arte, desde que seja dedicado e trabalhe duro. “O artista precisa ter muito capricho e dedicação. Precisa estudar muito, buscar cursos, além de ter muita alegria. Precisa ter prazer no que faz. O produto final sempre será orgulho para nós”, afirma.

Para Andreia, a arte veio por influência das mulheres da família: a mãe, a avó e a tia. E ela foi em busca do sonho. “Fiz diversos cursos, como pintura em porcelana, tecido, seda, cerâmica, madeira e desenho artístico. Sempre fui ligada à arte e decoração. Então segui o caminho… É algo com que sempre me identifiquei”, conta. Hoje ela faz também faculdade de arquitetura.

Para se dedicar à carreira, o/a artista plástico/a deve ter um dia a dia muito bem planejado. “A rotina é sempre de muito estudo, trabalho, visitas para ver obras de arte, idas a lojas para eventuais compras…”, conta Andreia.

Depois disso, a mão na massa é outro desafio. O caminho é longo até, por exemplo, um quadro ficar pronto. “A pior parte é quando temos problema em uma obra. Acho sempre difícil refazer um quadro que não ficou bom, que eu não gostei”, diz a artista. Mas ela também explica que, por mais desafiadora que seja, essa é uma das etapas mais gostosas. Afinal, não é todo dia que se vê uma obra de arte nascer!

A prática desperta um olhar atento, que abre as possibilidades na cabeça do/a artista. Como pintora, Andreia poderia se dar por satisfeita pintando apenas quadros, certo? Nada disso! Ela buscou outras opções e, hoje, consegue deixar a sua marca em lugares muito diferentes, desde peças de decoração a paredes ou casas inteiras. “São muitas as possibilidades. Como artista, trabalho com pintura de quarto, madeira, paredes artísticas etc.” E tudo pode virar arte! Tem gente que transforma até lixo em obras muito bonitas, sabia?

Andreia também tem outra atividade, o design de interiores, que ela vê como uma outra forma de arte. “Como designer de interiores, podemos fazer decoração residencial e comercial, cenografia, criação de mobiliário, consultoria…”, explica. No final, o objetivo é o mesmo: agradar e provocar emoções nas pessoas. “Ver meus quadros na parede elogiados, meu projeto bem executado… Isso é muito bom. Esse reconhecimento é a melhor parte”, completa.

Leve à artista plástica os objetos que ela usa em seu trabalho


Quando crescer, vou ser… bailarino/a!

Como é que bailarinas e bailarinos conseguem rodopiar tanto sem ficar enjoados? Será que não dói ficar na ponta do pé? Não é difícil decorar os nomes dos passos de balé? Ah, esse mundo das sapatilhas tem mais curiosidades do que você imagina!

Os bailarinos profissionais costumam dançar desde bem pequenos. É uma carreira que exige muita força de vontade e dedicação. Assim começou a história da nossa entrevistada, Juliana Meziat. Ela é ex-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e do Grupo Corpo. Hoje, é coordenadora de balé e professora do Centro de Movimento Deborah Colker, no Rio de Janeiro.

Juliana começou a fazer balé aos quatro anos. Aos nove, foi indicada por uma professora para uma escola profissionalizante do Theatro Municipal do Rio, a Escola Estadual de Dança Maria Olenewa. A partir daí, nunca mais parou. “Cresci nesse mundo. Fui melhorando minha técnica, conhecendo os benefícios artísticos do balé e assistindo a muitos espetáculos de companhias de dança. Aí, virou meu sonho ser bailarina profissional”, conta.

O balé é bem diferente para as meninas e os meninos. Nem as sapatilhas são as mesmas, sabia? Para elas, o mais comum é a sapatilha de ponta, que é mais dura. Já eles podem usar uma mais molinha, chamada de meia-ponta. E não para por aí. “As técnicas de balé são bem diferentes. Os meninos têm uma dança mais vigorosa, e precisam de uma musculatura mais forte, já que fazem muitas piruetas e sequências de saltos. Já as meninas trabalham mais giro, sustentação e equilíbrio”, explica Juliana.

Você provavelmente já brincou de girar muitas vezes e viu tudo rodando quando parou, não é? Então, como os bailarinos e bailarinas conseguem fazer isso no meio de um espetáculo como se nada estivesse acontecendo? Juliana revelou um segredo especial dos profissionais da dança: “Para rodopiar e não ficar enjoada, a bailarina marca um ponto fixo e olha sempre nesse mesmo ponto quando gira”. Essa é uma das muitas técnicas necessárias para quem quer seguir essa carreira.

Juliana lembra bem como era a sua rotina. No início, não passava de diversão. Ela frequentava as aulas e aprendia um pouquinho mais em cada uma delas. Depois, a brincadeira virou coisa séria. Foi quando ela resolveu que queria trabalhar com isso e começou uma época pesada de treinos, espetáculos, cuidados com o corpo e a alimentação. Mas o amor pela dança fazia tudo valer a pena. “Trabalhar com uma paixão é um prazer, embora existam momentos difíceis, em que é preciso passar por cima de dores e lesões para continuar no palco. Então é uma mistura de diversão e trabalho”, afirma.

Todo esse sacrifício é por um grande objetivo: emocionar as pessoas. É o auge para qualquer artista cativar um público inteiro. Para Juliana, o espetáculo é o momento mais incrível do mundo da dança. “Esse é o maior momento: o momento do palco, no qual as pessoas podem admirar sua arte, e você pode emocionar as pessoas através da sua dança. É muito mágico!”, diz. Para chegar lá, ela cita quatro ingredientes muito importantes: força de vontade, dedicação, amor pela dança e emoção!

Leve ao bailarino os objetos que ele usa em seu trabalho


Quando crescer, vou ser… bombeiro/a!

Sabia que um/a bombeiro/a faz muito mais do que salvar um prédio em chamas? Não que isso seja pouco, mas os filmes não costumam fazer justiça a tudo o que esse/a profissional precisa fazer no dia a dia. Quem nos conta é Carlos Figueiredo, cabo do Corpo de Bombeiros do estado de Alagoas. Ele segue essa carreira há 13 anos!

“A rotina é muito movimentada. Não é um único tipo de atividade, porque o bombeiro atua em diversos salvamentos, seja no ar, na terra ou no mar, seja para socorrer alguém ou fazer um trabalho de prevenção, como realizar vistorias em casas e comércios, verificar projetos de incêndio, entre outras coisas”, explica. Para quem está nas ruas, o dia a dia é de muita ação e também de muito risco. Por isso, é muito importante treinar bastante e estar sempre atento.

Os bombeiros fazem salvamentos em geral. Eles podem tirar um gatinho que está preso em uma árvore ou salvar sua casa de um incêndio. É só pedir socorro, que a missão é deles! “A sensação de ajudar alguém, ver uma pessoa com olhar de gratidão e amor, é impagável. É um sentimento de anjo da guarda. O que dá mais prazer é receber esse retorno da população”, conta Carlos.

Essa é a parte mais bonita, mas também a mais difícil da profissão. Infelizmente, não é todo resgate que dá certo. Às vezes, é preciso lidar com uma operação que sai do previsto ou uma pessoa em apuros que fica em situação muito complicada. Carlos avisa que o/a bombeiro/a precisa se preparar para esse tipo de situação: “É difícil não conseguir salvar uma pessoa ou mesmo um animal. Quem está na rua lida muitas vezes com essa frustração. Não ser bem-sucedido pode custar muito caro para outra pessoa”.

Para começar a carreira, Carlos estudou e se dedicou muito, já que é preciso passar em um concurso para entrar para a corporação. As operações na rua e os salvamentos são a tarefa principal, mas não é só isso que faz o corpo de bombeiros funcionar. A corporação precisa de muito mais gente em funções diferentes: em cargos administrativos, no departamento de comunicação… Na verdade, Carlos revela que uma das missões mais importantes está longe da ação. São os mecânicos, que cuidam dos carros usados nos salvamentos. “É muito importante manter as viaturas e os caminhões de incêndio funcionando. E são os próprios bombeiros que fazem isso”, afirma.

Seja no pelotão da frente ou na retaguarda, todo bombeiro dedica a própria vida para ajudar as pessoas. Esse é o maior orgulho de Carlos. “É um sonho de criança. O bombeiro é o herói da vida real. Depois de 13 anos, sinto essa sensação. É muito bom se sentir assim, útil. Ajudar uma pessoa é muito gratificante”, conta. Carlos tem um último conselho: “Se entregue de coração, com todo o amor. Sendo bombeiro, você está servindo à população”.

Leve ao bombeiro os objetos que ele usa em seu trabalho


Quando crescer, vou ser… cozinheiro/a!

Você é do tipo que fica todo animado só de sentir aquele cheirinho de comida vindo da cozinha e não perde tempo na hora de ajudar a preparar os pratos? Então talvez você deva considerar a profissão de cozinheiro/a! Esse é um dos trabalhos mais essenciais que existem, e normalmente a pessoa começa a aprender e tomar gosto sem perceber, na cozinha da própria casa.

Mas o que é preciso para deixar de cozinhar apenas por prazer e fazer disso uma profissão? Da cozinha de casa até os restaurantes mais conceituados do mundo, há dois caminhos principais. O primeiro é colocar a mão na massa mesmo, entrar na cozinha e aprender tudo o que pode. O segundo é cursar uma faculdade de gastronomia, antes de começar a trabalhar em uma cozinha profissional.

Para a chef Isabelle Ferreira, que trabalha com gastronomia há quase 10 anos, a cozinha foi praticamente um chamado. Ela fazia faculdade de Letras quando engravidou e precisou de um dinheirinho a mais para pagar as contas. Então fez um curso de confeitaria, se apaixonou e não largou mais! “Percebi que gostava do cotidiano da cozinha. Tranquei a faculdade de Letras de vez e fui fazer um curso técnico. Sempre gostei de comida e sempre gostei de pensar a comida”, conta. Hoje Isabelle é cozinheira do Wursteria, um restaurante de cozinha alemã no Rio de Janeiro, mas já trabalhou em outros dois restaurantes.

A cozinha é um lugar de muitas oportunidades. São muitas as funções diferentes, porque nenhum restaurante é igual ao outro. “Uma cozinha de tamanho médio costuma ter um bom número de funcionários: alguém para limpeza, o auxiliar, um cozinheiro para as entradas, outro para a fritadeira e alguém para as carnes e pratos principais”, explica Isabelle.

O dia a dia do/a cozinheiro/a é cheio de surpresas e possibilidades. E muitas exigências também. Sabia que o trabalho de um/a cozinheiro/a começa na hora de escolher a roupa? Pois é! Tem que usar roupas limpinhas, diferentes das que andou na rua. Não pode ter unhas grandes e pintadas, nem usar perfume… Isabelle explica o porquê: “Qualquer coisa pode mexer com o sabor da comida, então tudo tem que estar limpo. Não podemos usar nada com cheiros fortes também, como cremes ou perfumes. Temos sempre que lavar as mãos com sabonete neutro”.

Parece estranho, mas existe até um sapato próprio para andar nas cozinhas! Por conta de tanta comida que é preparada e frita, o chão fica escorregadio. É preciso uma técnica para não cair com tudo no chão. E isso pode ser tão difícil quanto preparar um bom prato. “Existe um jeito diferente de pisar na cozinha. A gente costuma dizer que é nesse momento que você realmente aprende a virar cozinheiro”, brinca Isabelle.

Além das quedas, a cozinha também esconde outros perigos. Acidentes, como cortes e queimaduras, acontecem com frequência. Mas nada disso é capaz de diminuir o prazer de cozinhar. “O cotidiano é o que eu mais gosto hoje. Se você não gostar da rotina, não funciona”, diz Isabelle. Para ela, a melhor parte do trabalho é proporcionar experiências diferentes para as pessoas. Se é bom ser elogiado em casa, imagine por um restaurante inteiro!

Leve à cozinheira os objetos que ela usa em seu trabalho


Quando crescer, vou ser… guarda-parques!

Você é apaixonado/a pela natureza e se preocupa com a preservação das florestas e dos animais? Pois saiba que essa paixão pode se transformar em profissão! Existe um profissional responsável por proteger grandes áreas em parques nacionais e cuidar da segurança de seus visitantes. É o/a guarda-parques!

Daniel Muñoz, que trabalha como guarda-parques há 21 anos, diz que ser guarda-parques é um estilo de vida. “Sempre gostei da natureza. Isso me levou a escolher uma profissão em que me divertiria trabalhando e, ao mesmo tempo, poderia contribuir para o cuidado ambiental”, conta. Hoje ele é o chefe dos guarda-parques do Parque Nacional Los Glaciares, que fica na Patagônia, região no extremo sul do nosso continente, a América do Sul.

Para Daniel, uma das melhores coisas da profissão é a possibilidade de conhecer ambientes naturais incríveis. Mas a rotina nos parques é bem diferente do que em uma cidade. Além disso, o/a guarda-parques ainda tem que lidar bem com o fato de ficar sozinho/a, caso seja mandado/a para lugares afastados.

É comum para esse profissional ver animais selvagens no dia a dia. Daniel conta que não foram poucas as vezes em que ficou de frente com uma onça! “Foram várias vezes! Os grandes felinos são animais que também chamam muito a minha atenção. Nunca senti medo. É uma sensação de fascínio. Não é fácil descrever o efeito de ver um animal em seu hábitat natural”, diz.

Embora as onças sejam muito bonitas e interessantes, Daniel tem outro animal preferido: o ‘huemul’. “Ele é o emblema do parque; por isso a escolha”, completa. Você não conhece o ‘huemul’? É uma espécie de veado exclusivamente nativa do deserto e das montanhas da Patagônia, uma região bem ao Sul da Argentina e do Chile.

Ficar tão perto de um animal selvagem parece muito assustador, não é? Mas Daniel explica que, na verdade, na maioria das vezes são eles que têm medo de nós. “Se o animal não está encurralado, ou não se sente ameaçado, dificilmente terá um comportamento agressivo. No geral, eles que fogem de nós, humanos”, conta. Mas, atenção! Não é por isso que você vai mexer com um bicho que não conhece. Deixe isso para os profissionais.

Encontrar animais exóticos é muito legal. Mas o trabalho do/a guarda-parques tem muito mais coisas. Ele também precisa entender sobre o meio ambiente, combater incêndios florestais, entender de primeiros socorros e resolver conflitos! Essa, aliás, é a parte mais difícil. Daniel conta que a maior ameaça aos parques é a falta de conscientização das pessoas. “Sem dúvida, o ser humano é a maior ameaça ao parque, seja por ação direta ou indireta, e também por não fazer nada diante de algo errado”, reclamou.

Essa é a principal missão do/a guarda-parques. Além de proteger a natureza, esse profissional se dedica a divulgar os benefícios que ela pode trazer para a humanidade.

Mas não podemos esquecer que cuidar do nosso planeta é um dever de todos. Esse é o último conselho de Daniel: “Qualquer um pode ajudar na preservação. Basta respeitar as normas de proteção da natureza. É um dever e uma responsabilidade de todos que vivemos nesse planeta”.

Leve à guarda-parques os objetos que ela usa em seu trabalho


Quando crescer, vou ser… policial!

Quem nunca brincou de ser policial e correr atrás de bandidos? Essa é uma brincadeira muito divertida, não é? Mas, na vida real, o trabalho de um/a policial é bastante perigoso. Por isso, é preciso ter muita coragem. Quem escolhe ser policial passa por cima do próprio medo para defender as pessoas e deixar o mundo mais seguro. Essa é uma profissão essencial para a nossa sociedade e que vai muito além de prender bandidos ou aprender a usar uma arma de fogo.

Sabia que um/a policial pode fazer muito mais do que patrulhar as ruas atrás de criminosos? Dentro de um batalhão da polícia, o/a policial pode ter muitas funções diferentes. Quem nos conta é Beatriz Gerbase, da Polícia Militar do Estado de Alagoas. “Na polícia militar, há espaço pra todo mundo”, diz.

As opções são muitas. Se a pessoa prefere a ação nas ruas, pode trabalhar na polícia de operações especiais, de trânsito, rodoviária, ambiental, escolar, entre outras. Quem tem mais vocação para ficar na retaguarda pode fazer tarefas administrativas, analisar informações sobre a ocorrência de crimes para tornar as ações da polícia mais eficientes, cuidar da divulgação de informações, ensinar outros policiais e até trabalhar em departamentos de saúde e assistência social. Essas atividades dão apoio ao trabalho dos policiais que combatem o crime nas ruas.

Seja qual for a vocação da pessoa, as missões de quem entra para a polícia sempre passam por proteger as pessoas, fazer cumprir as leis e combater o crime. Para isso, é preciso muita preparação, tanto da mente quanto do corpo.

Na Polícia Militar, trabalham pessoas de diferentes origens e formações. Beatriz, por exemplo, cursou administração pública na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro antes de entrar para a polícia. O início da carreira não foi muito planejado. Ela gosta de dizer que a profissão a escolheu: “Só depois de ter me tornado policial militar que eu me identifiquei com a profissão”, afirma. Para chegar lá, ela estudou muito até ser aprovada em um concurso público. Depois, ainda teve que passar por testes físicos e fazer um curso que durou meses.

Segundo Beatriz, existe um mundo de possibilidades dentro do batalhão, mas todo mundo começa pelo trabalho mais importante: o trabalho nas ruas. Qualquer policial começa pela razão de existir da polícia, que é manter as pessoas seguras. É justamente onde a ação acontece, mas onde é preciso o máximo de cuidado possível. “A rotina é muito dinâmica. Além do patrulhamento e atendimento de ocorrências, também participamos de algumas operações específicas”, explica.

Beatriz conta que essa é a parte mais perigosa, já que nem sempre é possível evitar o confronto com quem não quer seguir a lei. A realidade é dura, mas nada que desamine os nossos heróis do dia a dia. “O que me dá mais prazer é me sentir útil toda vez que coloco meu uniforme e consigo impedir um crime. Fico feliz quando posso defender uma mulher agredida ou tirar uma arma de fogo ilegal de circulação”, continua. Ela deixa um último conselho: “Se seu sonho é ser policial militar, dedique-se, estude e lembre-se de que o caminho até lá não vai ser fácil, mas no final com certeza vai valer a pena”.

Leve à policial os objetos que ela usa em seu trabalho


Quando crescer, vou ser… salva-vidas!

Quem pensa que os heróis estão apenas nas páginas das revistas em quadrinhos ou nas telas de cinema está muito enganado. Fora do mundo da fantasia, muitas pessoas também escolhem como missão ajudar os outros. E até fazem disso uma profissão! Como o próprio nome indica, esse é o caso do/a salva-vidas, um/a guardião/ã dos banhistas que gostam de se aventurar na água, seja na praia, nos rios, nos lagos ou nas piscinas.

Para seguir essa carreira, é preciso se exercitar muito e ter hábitos saudáveis, para garantir um corpo forte. “O salva-vidas, ou guarda-vidas, é um verdadeiro herói da vida real, mas precisa treinar sempre e manter uma vida saudável”, aconselha Jailson Moura, que tem mais de 10 anos de experiência como salva-vidas! Segundo ele, o físico é importante, mas é preciso muito mais do que isso para seguir essa carreira.

Essa é uma profissão para os apaixonados por água! Além disso, o/a salva-vidas não pode ter medo de ondas fortes, claro. E precisa conhecer muito bem fenômenos da natureza como a formação e a intensidade das correntezas, a força dos ventos, o tamanho de ondas, o calor do sol etc. O/A salva-vidas também deve ficar de olho nos bichos que podem oferecer perigo aos banhistas. “Tubarões, águas-vivas, ouriços, arraias e outros animais podem causar ferimentos graves”, conta Jailson.

A paixão de Jailson pelo mar e pela natureza era tanta que ele decidiu também estudar biologia. Hoje ele é cientista e faz pesquisas na área de biologia marinha. Mas traz boas lembranças dos tempos de salvamento no mar: “Ser salva-vidas traz uma sensação boa de cidadania e amor pelo próximo”.

O salva-vidas torce por dias tranquilos, mas é obrigado a viver aventuras. Jailson conta sobre o dia em que teve que resgatar um homem que resolveu remar para longe da praia e quase se afogou. Isso tudo no meio da noite e com uma correnteza forte! “Entrei na água com a ajuda de uma prancha para facilitar o resgate. Consegui encontrá-lo, mas longe da costa. Estava bem debilitado, mas se recuperou muito bem depois de um descanso”, lembrou.

O Brasil está entre os primeiros países em número de mortes por afogamento. Isso acontece, também, por conta da grande quantidade de praias, rios e lagoas do nosso país. Sabia que o nosso litoral tem mais de sete mil quilômetros de extensão? Pois é! Imagine se não existissem os salva-vidas!

Pode não parecer, mas, no mar, poucos acidentes ocorrem em dias de ondas muito fortes. O medo afasta as pessoas do perigo! Quando as condições do mar estão tranquilas, o medo desaparece, e aí acontecem muitos casos de afogamento. “O salva-vidas também precisa gostar de se comunicar, para orientar as pessoas sobre perigos que não são facilmente visíveis”, completa Jailson. E, por falar nisso, a recomendação para qualquer banhista ou salva-vidas é evitar nadar em locais desconhecidos ou em que haja sinais muito claros de perigo, como correntezas. No mais, é só aproveitar o dia de sol, o mar, a natureza e… pé na areia!

Leve ao salva-vidas os objetos que ele usa em seu trabalho


Especial

Quando crescer, vou ser…

Volume 1

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